quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Lerdeza cerebral.

Não saber o significado de uma palavra dita por mim me incomoda profundamente. Não pelo fato da pessoa não saber o que eu disse, mas sim porque simplesmente fingem que entenderam. Ou até pensam que entenderam.
Principalmente ao pedir um favor.


Não foram poucas vezes que o garçom deceu todo um pedaço da picanha do espeto direto pro meu prato, quando pedi "um pedaço, por favor". Na verdade, eu só queria uma lasca, como todo freguês normal.
Adoro também quando peço um determinado tênis, por exemplo, de preferência azul. Aí a atendente fica uma hora lá em cima e volta, com nada na mão dizendo: Olha, azul não tem. Ok, mas pode ser qualquer outra cor, então. O azul era só de preferência, mas se não tem...
Pessoas lerdas, em geral, me deprimem profundamente. Sabe, quando alguém pede pra eu pegar algo na gaveta, tá certo que eu faço um zilhão de perguntas, do tipo: Que gaveta? De qual cômodo? De qual quarto?
Mas será que as minhas informações são tão abstratas assim?

Garçons: Porque, Senhor, porque nunca acertam o pedido?

Empregadas domésticas: Numa maneira bem preconceituosa, grotesca e generalizada, posso dizer que empregadas domésticas são experts em errar no que fazem. Eu juro por tudo que é sagrado que uma vez achei meu esquadro na gaveta do banheiro. Acho que algum dia sentirei vontade de desenvolver as atividades de geometria na privada. Também gosto de manter joguinhos no cotidiano. Consiste no seguinte: Eu coloco algum objeto em um lugar, e no outro dia elas tiram e colocam no lugar que querem. Ex: Eu coloco os mascotes de pelúcia na minha cama, aí no outro dia estão todos na prateleira. Fazemos isso todos os dias. É válido também tirar do meu quarto e colocar em algum lugar escondido, pro jogo ficar mais emocionante. O controle da TV, óculos de grau, entre outros objetos me provocam grande alegria quando somem de onde estavam. Nada mais prazeroso que ter que levantar da cama antes de dormir e sair em busca dos meus pertences.

Particularmente, tenho desprezo por toda sequência de perguntas dirigidas a mim. Mas tem gente que adora fazer. Aí depois eu que sou chato, grosso...
Sei que não sou a pessoa mais esperta do mundo, mas gente, pára um pouco, dá uma pensada básica, e só.

ODEIO!

Exagero? Acho que não.

Um comentário:

Bruno disse...

"Acho que algum dia sentirei vontade de desenvolver as atividades de geometria na privada. "


x_x ri muito.